As câmeras de segurança capturaram o momento em que a mulher saiu do hospital com a criança no colo e a colocou dentro de um carro.
A Polícia encontrou a bebê recém-nascida que foi retirada do Hospital da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), no Triângulo Mineiro, na noite de terça-feira (23), por uma mulher que se passou por pediatra da unidade. A suspeita, que é médica, foi presa em Itumbiara, Goiás, onde foi localizada com a criança em sua clínica particular, aproximadamente a 134 quilômetros de distância do local do sequestro.
Segundo a delegada da Polícia Civil, Lia Valechi, que compartilhou as informações nas redes sociais nesta quarta-feira, a criança foi resgatada e encaminhada para uma unidade de saúde onde está passando por avaliação.
A mulher, vestindo jaleco branco, touca, máscara, luvas pretas, óculos de grau, carregando uma mochila amarela e usando um crachá falso, entrou no hospital por volta das 23h23, alegando que cobriria o turno de uma funcionária ausente.
Ela informou à mãe que levaria o bebê para se alimentar com um copinho, devido ao leite materno ainda não ter descido. Após esperar por um tempo prolongado, o pai foi procurar pela criança e descobriu que ela não estava mais no hospital.
Após funcionários e familiares levantarem suspeitas, a equipe de segurança localizou a mulher dentro de um banheiro. Ela alegou que não precisava mais permanecer no hospital e saiu às 23h54, levando consigo a bebê. Ao descobrir o desaparecimento da criança, a equipe revisou as imagens de segurança e identificou a mulher entrando em um veículo vermelho.
Em comunicado enviado ao jornal O GLOBO, o HC-UFU declarou que logo após o incidente, a equipe do hospital acionou a Polícia Militar de Uberlândia e forneceu as imagens das câmeras de segurança solicitadas pelas autoridades.
“A instituição já iniciou uma investigação interna para apurar todas as circunstâncias do ocorrido e está colaborando integralmente com as investigações. O HC-UFU está à disposição das autoridades e da família para uma rápida resolução do caso”, conforme mencionado na nota.