“Na hora, eu me assustei e tentei atravessar a rua, e lembro que ela veio e jogou o produto em mim.”
Isabelly relatou que, ao chegar ao hospital, ficou três dias desacordada e precisou ser entubada. Quando recobrou a consciência, a família optou por não revelar a identidade da suspeita do crime, o que ela acabou descobrindo ao assistir à TV.
“Quando acordei, eu não sabia o que estava acontecendo, quem era, o motivo. Demorei para descobrir porque minha família demorou para me contar. Só soube depois de uma semana, quando vi na televisão. Não esperávamos… É maldade, uma crueldade.”
A vítima afirmou que não tinha contato com a suspeita, nem com seu atual namorado. Isabelly disse que terminou o relacionamento com o homem em janeiro deste ano.
Antes do ataque, ela nunca tinha recebido ameaças de Débora.
“Eu nunca falei com ela, nunca a encarei. Para mim, era como se fosse invisível […] Então, não sei o que é provocar, porque quando você não fala com alguém, não olha, não tem como provocar essa pessoa.”
Quando Débora foi presa, a delegada Carolinne dos Santos, da Polícia Civil do Paraná (PC-PR), afirmou que o motivo para o crime foi ciúmes. Durante o interrogatório, Débora disse que só queria “dar um susto” na vítima.
“O crime foi premeditado. Ela afirmou ter conhecimento do horário da vítima e disse que a viu várias vezes em frente ao presídio. Inicialmente, afirmou ter mudado o horário da visita para evitar encontrar Isabelly. Também afirmou ter comprado a soda cerca de 15 dias antes”, declarou a delegada.
O advogado de Débora relatou que sua cliente detalhou todo o crime à defesa e justificou que a “ação extrema” foi resultado de uma “série de humilhações e provocações” sofridas por parte da vítima.
Fonte