A pena imposta a Day McCarthy é de oito anos e nove meses de prisão em regime fechado. Em uma carta no Instagram, o casal expressou: “Nunca é tarde, mas ainda é tarde.”
Nesta sexta-feira (23), os atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank celebraram no Instagram a vitória no processo contra a socialite Dayane Alcântara Couto de Andrade, conhecida como Day McCarthy. O caso de racismo envolveu a filha do casal, Títi, atualmente com 11 anos. De acordo com o casal, Day McCarthy foi condenada a oito anos e nove meses de prisão em regime fechado.
A sentença emitida pela Justiça Federal do Rio de Janeiro é a mais severa já aplicada no Brasil por injúria racial. “Somente na quarta-feira, 21 de agosto de 2024, sete anos após o ocorrido, a Justiça Federal do Rio de Janeiro proferiu uma decisão histórica, condenando a autora dos crimes de injúria racial e racismo”, afirmam os artistas. A sentença determina a execução imediata da pena.
O episódio de racismo ocorreu em 2017, quando Títi tinha apenas quatro anos, e gerou grande revolta devido às ofensas feitas por Day nas redes sociais. A denúncia formal foi apresentada em maio de 2021.
“Hoje celebramos uma vitória contra o racismo. Infelizmente, essa conquista acontece porque temos visibilidade e somos ouvidos mais do que a população negra, que desde sua chegada a este país não para de sofrer e lutar. Nunca é tarde, mas ainda é tarde”, afirmaram eles.
Eles também expressaram sua gratidão pela mobilização nas redes sociais em torno do caso de racismo: “Como pais, estamos emocionados e agradecemos profundamente. A comoção pública foi crucial para alcançarmos esse avanço. Não temos mais nada a declarar, mas continuaremos vigilantes, pois o racismo ainda está longe de acabar.”
Segundo a carta divulgada por Bruno e Giovanna, esta é a primeira vez que uma pessoa é condenada à prisão em regime fechado no Brasil por um caso de racismo. Anteriormente, conforme o Gshow, Day já havia sido condenada na esfera cível a pagar uma multa de R$ 180 mil. Na ocasião, ela não compareceu à audiência e foi representada pelo advogado Gil Ortuzal, que alegou que sua cliente, uma escritora residente no Canadá, não tinha condições de pagar a quantia determinada.