Nos últimos dias, um vídeo publicado pelo youtuber Felca (Felipe Bressamin Pereira) gerou grande repercussão nas redes sociais. No material, intitulado “Adultização”, ele acusa o influenciador Hytalo Santos de expor e sexualizar crianças e adolescentes em seus conteúdos online. Entre os exemplos citados está o caso de Kamylinha, que teria começado a aparecer nos vídeos aos 12 anos e, aos 17, surgiu em gravações logo após uma cirurgia de implante de silicone.
A repercussão foi imediata. Em poucos dias, o vídeo ultrapassou dezenas de milhões de visualizações e levou à desativação das contas de Hytalo no Instagram e no TikTok.
Investigações em andamento
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) já investigava Hytalo desde 2024, após denúncias feitas pelo “Disque 100”. O objetivo é apurar se a participação de menores em vídeos com conotação sensual ou sugestiva fere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Com a viralização do conteúdo de Felca, novas frentes de investigação foram abertas. Agora, além do MPPB, o Ministério Público do Trabalho da 13ª Região e a Polícia Civil também atuam no caso. Existe ainda a possibilidade de pais ou responsáveis serem responsabilizados por permitir a exposição considerada indevida.
Quem são os envolvidos
Felca, de 27 anos, é conhecido por vídeos de humor e críticas sociais. Já Hytalo Santos, influenciador paraibano, acumulava mais de 20 milhões de seguidores e produzia conteúdo ostentatório ao lado de jovens que chamava de “crias”, “filhas” ou “genros”. Ele nega as acusações e afirma que as gravações ocorrem com autorização dos responsáveis — alegando que algumas adolescentes são legalmente emancipadas.
Próximos passos
As investigações seguem em andamento e podem resultar em ações judiciais tanto na esfera criminal quanto trabalhista. A defesa de Hytalo ainda não se manifestou publicamente, e novos desdobramentos são esperados nos próximos meses.