O Furacão Milton tem sido classificado como a pior tempestade a atingir os Estados Unidos em 100 anos. As informações mais recentes indicam sua intensidade e os danos causados em diversas regiões. O fenômeno meteorológico trouxe ventos fortes, chuvas intensas e inundações significativas, resultando em prejuízos materiais e riscos à vida dos moradores. As autoridades estão monitorando a situação de perto e recomendando precauções para garantir a segurança da população.
O furacão Milton é considerado “extremamente perigoso” e já está causando o que pode ser a maior evacuação relacionada a uma tempestade desse tipo desde 2017.
O presidente Joe Biden alertou em um pronunciamento oficial que o furacão Milton pode ser o mais devastador dos últimos cem anos nos Estados Unidos. Ele solicitou que os moradores da Flórida, que estão na trajetória prevista da tempestade, abandonem suas casas imediatamente.
“É uma questão de vida ou morte”, afirmou o presidente americano. Biden destacou que os ventos do furacão já atingiram 280 km/h e alertou que a tempestade pode ser “devastadora” e prolongada. Embora Milton tenha diminuído de categoria, passando de 5 para 4 nas últimas horas, continua a ser classificado como um furacão “extremamente perigoso” enquanto avança pelas águas do Golfo do México em direção aos Estados Unidos.
No último relatório, o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) informou que o furacão apresenta ventos máximos sustentados de 240 km/h. A previsão indica que ele deve chegar à costa oeste da Flórida na noite de quarta-feira (9/10) ou na manhã de quinta-feira (10/10), horário local.
O ciclone teve um aumento “explosivo” de intensidade em 24 horas, subindo da categoria 1 no domingo para uma classificação mais alta. “Esta é uma situação muito séria e os residentes da Flórida devem seguir atentamente as orientações das autoridades locais de gerenciamento de emergências”, destacou o NHC em um comunicado na terça-feira (8/10).
As evacuações e outros preparativos devem ser concluídos ainda hoje (terça-feira). O NHC alertou que Milton tem potencial para ser um dos piores furacões já registrados na região central-oeste da Flórida, podendo provocar ondas de tempestade superiores a três metros em algumas áreas costeiras.
No oeste da Flórida, agências governamentais estaduais e federais estão coordenando uma das maiores evacuações desde o furacão Irma, em 2017.
A partir de segunda-feira, os condados na área de impacto potencial — incluindo Charlotte, Citrus, Hillsborough, Lee, Manatee e Pasco — começaram a emitir ordens de evacuação obrigatória.
Espera-se que o furacão Milton enfraqueça ligeiramente na quarta-feira, antes de atingir a costa próxima a Tampa Bay, embora ainda mantenha a classificação de um grande furacão de pelo menos categoria 3.
Os furacões são classificados em cinco categorias com base na velocidade do vento. Segundo o Serviço Meteorológico Nacional dos Estados Unidos, furacões de categoria 3 ou superior são considerados de alta intensidade devido ao seu potencial para causar perda de vidas e danos significativos.
A Maior Evacuação Desde 2017
Esta nova emergência surge apenas dez dias após o furacão Helene, o mais mortal nos Estados Unidos desde Katrina em 2005, ter atingido o sudeste do país, resultando na morte de pelo menos 225 pessoas.
Kevin Guthrie, chefe da divisão de gestão de emergências da Flórida, alertou os residentes para se prepararem para a “maior evacuação que provavelmente veremos desde 2017, com o furacão Irma”.
Os aeroportos de Tampa e Orlando informaram que as operações podem ser suspensas durante a emergência, e pediram aos viajantes que reajustem seus planos para esta semana.
Em Tampa, na terça-feira, formaram-se longas filas em supermercados e postos de gasolina, à medida que as pessoas se preparavam para a chegada do ciclone. Muitos estavam em busca de sacos de areia para proteger suas casas contra possíveis inundações.
A chegada deste novo furacão acontece enquanto o governo federal dos Estados Unidos ainda se concentra nos esforços de recuperação após o furacão Helene. Centenas de estradas nas áreas afetadas continuam fechadas, dificultando a distribuição de ajuda para comunidades na Flórida, Geórgia e Carolina do Norte.
Helene atingiu a costa no final de setembro como um furacão de categoria 4, causando danos a estruturas, inundações repentinas e deixando milhões de residências sem energia.