Líder familiar confessa à polícia que envenenou a vizinha com café para incriminá-la pela morte de seus parentes.

Maria dos Aflitos, mãe e avó das cinco vítimas que morreram após consumirem arroz com uma substância tóxica, envenenou a vizinha Jocilene para simular um suicídio e tentar inocentar seu marido, Francisco de Assis, preso desde 8 de janeiro sob suspeita de assassinar a família.

Maria dos Aflitos Silva, mãe e avó das cinco vítimas que morreram após consumirem arroz envenenado em 1º de janeiro, em Parnaíba, no litoral do Piauí, confessou à polícia ter assassinado a vizinha, Maria Jocilene da Silva, na tentativa de inocentar seu marido, Francisco de Assis, acusado de matar a família.

Preso desde 8 de janeiro como principal suspeito do crime, Francisco enfrenta investigações sobre seu envolvimento. Já Maria dos Aflitos foi detida temporariamente em 31 de janeiro sob suspeita de cumplicidade.

Maria Jocilene foi hospitalizada no dia 1º de janeiro, mas recebeu alta. No entanto, durante uma visita à casa de Maria dos Aflitos em 20 de janeiro, voltou a passar mal, foi internada novamente e faleceu em 24 de janeiro.

Maria dos Aflitos também era avó de Miguel e Ulisses, que morreram envenenados em 2024. O principal suspeito de todos os casos é seu marido, Francisco de Assis.

A seguir, confira a cronologia dos envenenamentos e as vítimas, de acordo com a polícia:

  • 24 de agosto de 2024: Dois netos de Maria dos Aflitos foram envenenados:
    • Ulisses Gabriel da Silva, de 8 anos, faleceu em 10 de novembro de 2024.
    • João Miguel da Silva, de 7 anos, morreu em 28 de agosto de 2024.
  • 1º de janeiro de 2025: Nove membros da família foram envenenados após consumirem baião de dois.

A seguir, a cronologia dos envenenamentos e as vítimas, segundo a polícia:

24 de agosto de 2024

Dois netos de Maria dos Aflitos foram envenenados:

  • Ulisses Gabriel da Silva, 8 anos – faleceu em 10 de novembro de 2024.
  • João Miguel da Silva, 7 anos – faleceu em 28 de agosto de 2024.

1º de janeiro de 2025

Nove pessoas da família foram envenenadas após consumirem baião de dois:

  • Manoel Leandro da Silva, 18 anos (filho de Maria dos Aflitos e enteado de Francisco de Assis) – faleceu.
  • Francisca Maria da Silva, 32 anos (filha de Maria dos Aflitos e enteada de Francisco de Assis) – faleceu.
  • Igno Davi da Silva, 1 ano e 8 meses (filho de Francisca Maria) – faleceu.
  • Lauane da Silva, 3 anos (filha de Francisca Maria) – faleceu.
  • Maria Gabriela da Silva, 4 anos (filha de Francisca Maria) – faleceu.
  • Maria Jocilene da Silva, 32 anos (vizinha

Cronologia dos envenenamentos e vítimas, segundo a polícia:

24 de agosto de 2024

Dois netos de Maria dos Aflitos foram envenenados:

  • Ulisses Gabriel da Silva, 8 anos – faleceu em 10 de novembro de 2024.

Maria dos Aflitos, em seu depoimento à polícia, afirmou: “Eu tava tão cega, cega, que não via o que ele fazia com os meus meninos. Via e fazia que não via. Tão cega de amor por ele.” Essas palavras refletem o profundo envolvimento emocional dela com Francisco

O depoimento de Maria dos Aflitos também foi crucial para a investigação das mortes de Miguel e Ulisses, seus dois netos que morreram envenenados em 2024. De acordo com a Polícia, Francisco de Assis é suspeito de ter envenenado um suco em pó de uva e dado aos meninos.

Durante o atendimento das assistentes sociais, ele e Maria dos Aflitos alegaram que os meninos haviam comido cajus fornecidos pela vizinha, tentando desviar a responsabilidade do envenenamento. No entanto, as investigações sugerem que o envenenamento teve outro responsável, vinculado à ação de Francisco e Maria.

A vizinha, Lucélia Maria da Conceição, teve sua casa destruída e incendiada após ser acusada do envenenamento. Ela foi presa por cinco meses, mas foi liberada depois que novos casos de envenenamento surgiram e motivaram a produção de um laudo pericial que descartou que os cajus tivessem sido contaminados.

Em seu depoimento, Maria dos Aflitos revelou que seu marido já planejava usar o veneno. Quando o delegado Abimael Silva perguntou: “Você acha que ele usou a história do caju pra aproveitar a oportunidade?”, Maria respondeu: “Eu acho. Foi isso que aconteceu. Já tava no gatilho mesmo. Ele aproveitou”.

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