Xuxa revela desejo de raspar a cabeça por causa da alopecia; saiba mais sobre a condição.

Xuxa compartilhou que sofre de alopecia androgenética, uma condição que causa a redução progressiva dos fios. Durante sua participação no programa Casa de Verão, apresentado por Eliana no GNT, a artista revelou que já considerou raspar completamente a cabeça para se livrar da necessidade de tratamentos e medicamentos.

“Minha vontade é passar máquina zero, mas acho que as pessoas ficariam assustadas.” — disse Xuxa, refletindo sobre como o público reagiria à mudança drástica em sua aparência.

A alopecia androgenética, também conhecida como calvície de padrão feminino ou masculino, é uma condição genética que afeta os folículos capilares, levando ao afinamento e queda progressiva dos cabelos. O tratamento pode envolver medicamentos tópicos, orais e até procedimentos estéticos para estimular o crescimento capilar.

A alopecia é uma condição bastante comum que afeta milhões de pessoas. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 42

A alopecia não é contagiosa e pode estar associada a fatores genéticos, estresse e infecções. A condição pode afetar pessoas de qualquer idade e gênero, manifestando-se de diferentes formas.

Existem vários tipos de alopecia. Algumas são inflamatórias, como a androgenética e a areata, enquanto outras são cicatriciais. No caso de Xuxa, a alopecia androgenética causa afinamento progressivo dos fios.

A médica Luciana Passoni, especialista em ciências capilares e CEO da Passoni Clinic, esclarece a diferença entre a alopecia areata e a androgenética. A alopecia areata se manifesta por áreas específicas sem cabelo, formando placas no couro cabeludo. Já a androgenética está relacionada à genética e ocorre de forma progressiva, afetando principalmente o topo da cabeça.

Segundo a Escola de Medicina de Harvard, a maioria das pessoas que desenvolve alopecia areata experimenta recuperação parcial ou total dos fios ao longo do tempo.

A evolução da alopecia androgenética está diretamente ligada aos níveis de testosterona. No caso desse tipo de alopecia, como o de Xuxa, os receptores do hormônio se conectam aos folículos capilares, desencadeando uma inflamação que pode levar à destruição dos fios.

O processo não ocorre de forma imediata. “Na androgenética, a inflamação acontece de maneira lenta, reduzindo gradualmente a densidade capilar. Os fios vão ficando cada vez mais finos até que o couro cabeludo se torna visível”, explica a médica Luciana Passoni.

Já a alopecia cicatricial pode ter origem autoimune ou ser consequência de traumas físicos. Queimaduras – sejam elas térmicas, químicas ou provocadas pelo frio intenso – podem danificar a região do couro cabeludo a ponto de impedir o crescimento de novos folículos.

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